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Com as exportações a representarem 97% do total, com mais de 50 países em todo o mundo a importar soluções produzidas nas suas fábricas de Braga, Aveiro e Ovar, e serviços prestados a partir do seu "hub" de Lisboa para o mundo. "Apesar de estarmos a viver um ambiente global desafiante e de alguma incerteza, 2023 foi um ano positivo para a Bosch em Portugal. Para este ano, estamos alinhados com as perspetivas gerais da Bosch, e por isso as nossas previsões são moderadas, tendo em conta o atual cenário económico e também a transformação do negócio que a empresa está a realizar a nível global", afirma Javier González Pareja, presidente do grupo Bosch em Portugal e Espanha, em comunicado. Uma cifra que inclui vendas e serviços a empresas do grupo alemão, tendo o mercado local representado 383 milhões de euros, mais 5,2% do que no ano anterior. No ano passado, a Bosch contratou mais cerca de 450 pessoas e aumentou 1,7% a faturação em Portugal, tendo fechado o exercício luso com um total de 7.050 trabalhadores um volume de negócios de 2,1 mil milhões de euros no nosso país. Aterrou em 1911 em Portugal, onde continua a investir centenas de milhões de euros todos os anos e surge nos primeiros lugares dos mais relevantes rankings, mantendo-se como a quinta maior exportadora e uma das maiores empregadoras, sendo a segunda empresa do país que tem mais profissionais alocados às áreas de inovação. Com fábricas em Aveiro, Ovar e na capital do Minho, e um “hub” para prestação de serviços a nível global em Lisboa, o grupo germânico fechou 2023 a reforçar a sua posição como um dos maiores empregadores em Portugal e a segurar a 5.ª posição no ranking dos bosch-career.pt exportadores.
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A unidade de Braga foi a que mais aumentou as receitas, com um crescimento de 36%. O aumento de produção levará também a novas contratações. Portugal será responsável por 65% da produção, o equivalente a cerca de 1.300 milhões. Funcionalidade exclusiva para assinantes Negócios Premium A dois minutos do fim, António Trabulo foi derrubado por Nolito Romero dentro de área, mas Xano Edo voltou a erguer-se para segurar um ponto para a turma de Edo Bosch ao travar o remate de Filipe Fernandes. Com as emoções ao rubro, Xano Edo voltou a brilhar na baliza verde e branca ao negar o penálti de Gonçalo Neto e, no mesmo minuto, Henrique Magalhães foi travado à primeira e empurrou a recarga para o fundo das redes para fazer o 3-3.
- Este é um grande projeto, que envolve as mais variadas áreas de desenvolvimento e investigação.
- Presente em Portugal desde 1911, onde conta com perto de 6.300 trabalhadores, as atividades de vendas, marketing, contabilidade e comunicação são realizadas a partir de Lisboa, tal como os serviços partilhados de recursos humanos e comunicação para o Grupo Bosch.
- Tudo isto surege no seguimento do conflito comercial entre a China e os Países Baixos em torno da empresa de semicondutores Nexperia.
Segundo o responsável, a unidade bracarense vai sofrer uma transformação do portfólio de produtos, que passará gradualmente dos sistemas de “infotainment” para soluções como computadores de bordo, câmaras e sensores. Entretanto, foi confirmada a venda da maior parte do negócio de tecnologia de segurança e comunicações daquela unidade, pelo que a partir de 2025 os resultados da unidade deixam de constar no volume de negócios local. No caso da unidade de Ovar, registou também em 2024 um "ligeiro acréscimo" das suas vendas internas. Para responder a esta tendência das inovações na área automóvel, a Bosch em Braga tem vindo a adaptar e expandir o seu portfólio de produtos, com uma maior aposta no desenvolvimento de sensores de perceção e localização, sistemas de comunicação entre veículos e infraestrutura rodoviária, soluções para a monitorização dos ocupantes de veículos e aplicações para a mobilidade. Em 2024, a unidade de Braga Bosch registou um crescimento de 18% relativamente ao ano anterior. "É em Braga que o carro do futuro irá ser construído", disse um responsável da empresa.
Bosch de Braga entra em lay-off e afeta 2.500 trabalhadores
"Dependendo da situação geral de escassez de componentes e da evolução da política comercial", a Bosch diz não poder "excluir, em princípio, futuras interrupções de produção ou ajustes nos horários de trabalho". A Bosch de Braga vai entrar em ‘lay-off’, a partir de novembro e “até presumivelmente” abril de 2026, uma decisão que vai afetar 2.500 trabalhadores, devido à escassez de componentes para peças eletrónicas, anunciou esta terça-feira a empresa. A unidade de Braga contribui para a mobilidade inteligente do futuro com o desenvolvimento de sensores avançados, algoritmos de inteligência artificial que melhoram a perceção do ambiente ao redor do veículo, câmaras e sistemas de processamento que permitem aos veículos navegar autonomamente em diferentes condições de trânsito. Fonte oficial da empresa afirmou que, assim que a disponibilidade de semicondutores e outros componentes retomar níveis normais, a produção em Braga deverá regressar gradualmente à normalidade. A Bosch em Braga está a receber algumas dessas tecnologias e continuará a desempenhar um papel importante no futuro da mobilidade tanto a nível de desenvolvimento, como de produção”, explicou Carlos Ribas. "E é porque ela não existe que quando há uma quebra de fornecimento da China, há empresas que param, simplesmente. E aqui há também um problema de subserviência da União Europeia aos Estados Unidos da América", disse ainda.
Bosch vai investir mais de 50 milhões na fábrica de Braga este ano
No entanto, a 19 de novembro a empresa comunicou o levantamento antecipado da medida, com efeitos a 24 de novembro, graças à normalização do fornecimento e às medidas internas adotadas, advertindo, contudo, para a possibilidade de futuras interrupções de produção ou ajustes de horários. Em outubro, a Bosch anunciou a aplicação do regime de lay-off a cerca de 2.500 dos seus aproximadamente 3.300 trabalhadores da fábrica de Braga, com efeitos a partir de novembro e com uma duração prevista de seis meses. O Governo neerlandês anunciou hoje ter suspendido a intervenção na Nexperia, que permitia bloquear decisões da empresa chinesa de semicondutores que ameaçassem a produção de ‘chips’ na Europa, para reduzir a tensão com a China após semanas de conflito político.
Pessoas comuns, focadas no desenvolvimento de tecnologia extraordinária.
“Mantém ainda um caráter inovador e uma parceria estratégica que valorizamos bastante com a Universidade do Minho e que contribui para a produção de conhecimento a partir de Braga”, sublinhou. Iniciada a 10 de maio, a medida abrange 2.300 trabalhadores da área de produção e de áreas de apoio, com a multinacional a prever que a paragem se mantenha, pelo menos, até ao final de julho. "O município de Braga e a InvestBraga agência municipal reconhecem a importância estratégica do projeto para o desenvolvimento do concelho. Nos termos do regulamento do PDM, o reconhecimento de interesse público implica a dispensa de avaliação ambiental estratégica e a submissão do projeto a um procedimento de discussão pública por um período não inferior a 20 dias úteis", lê-se na convocatória enviada às redações. Iniciada a 10 de Maio, a medida abrange 2300 trabalhadores da área de produção e de áreas de apoio, com a multinacional a prever que a paragem se mantenha, pelo menos, até ao final de Julho. A empresa anunciou em outubro de 2023 que quer vender esta fábrica, na sequência da reestruturação da divisão de “Building Technologies” para se focar no mercado de integração de sistemas.
A principal unidade industrial do grupo alemão em Portugal, que empregava mais de quatro mil pessoas ainda há pouco mais de um ano, vai colocar em “lay-off” cerca de 2.500 trabalhadores, “presumivelmente, até final de abril de 2026”. Fonte oficial da empresa de Palmela garante que a produção desta semana está assegurada. Com os contratos dos colaboradores totalmente reativados e a produção a regressar à normalidade, a empresa avança a… No segundo edifício estão cerca de 5.200m2 de escritórios e uma área de produção com 10.000m2, uma resposta clara à expansão das equipas e aos novos projetos que a empresa tem vindo a receber. O posicionamento vem na sequência da denúncia realizada pelo Partido Comunista Português (PCP) sobre a redução nos diversos turnos de produção da empresa, desde o início do quarto trimestre de 2024.
O projeto, que ficará concluído até 2025, prevê a construção de dois novos edifícios para aumentar a capacidade produtiva e tecnológica, assim como a sua atividade de investigação e desenvolvimento. A Bosch Car Multimedia vai fazer um investimento de 15 milhões de euros para expandir a unidade industrial de Braga. Presente em Portugal desde 1911, onde conta com perto de 6.300 trabalhadores, as atividades de vendas, marketing, contabilidade e comunicação são realizadas a partir de Lisboa, tal como os serviços partilhados de recursos humanos e comunicação para o Grupo Bosch. O projeto da multinacional alemã, que emprega cerca de 3.200 pessoas na cidade minhota, envolve a construção de dois novos edifícios para aumentar a capacidade produtiva e tecnológica, assim como a atividade de investigação e desenvolvimento (I&D), além de um parque de estacionamento e os arranjos exteriores. A Bosch Car Multimedia, liderada por Carlos Ribas, vai avançar com um novo investimento superior a 15 milhões de euros, a concretizar até 2025, que prevê a ampliação da unidade industrial localizada na União de Freguesias de Lomar e Arcos S. Paio, em Braga. O grupo alemão vai construir dois novos edifícios e recrutar mais 50 pessoas para aumentar a capacidade produtiva, tecnológica e de investigação na unidade minhota, especializada em multimédia e segurança automóvel.
No entanto, e \"dependendo da situa\u00e7\u00e3o geral de escassez de componentes e da evolu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica comercial\", a Bosch diz n\u00e3o poder \"excluir, em princ\u00edpio, futuras interrup\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o ou ajustes nos hor\u00e1rios de trabalho\".\r\nSegundo refere, atualmente continuam a registar-se \"perturba\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o e ajustes tempor\u00e1rios nos hor\u00e1rios de trabalho\" nas f\u00e1bricas da Bosch em Ansbach e Salzgitter, ambas situadas na Alemanha.\r\nEm causa est\u00e1 a insufici\u00eancia de componentes eletr\u00f3nicos provenientes da Nexperia, um dos fornecedores de componentes eletr\u00f3nicos do grupo Bosch.\r\nGarantindo estar \"a dar prioridade absoluta a todas as frentes\" para \"manter as suas cadeias de abastecimento e evitar ou minimizar restri\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o\", a empresa diz \"encarar o futuro com confian\u00e7a\", apesar de a situa\u00e7\u00e3o atual continuar \"a colocar desafios significativos\".\r\n\"A decis\u00e3o hoje anunciada reflete o firme compromisso da empresa em proteger o emprego\", enfatiza, referindo que \"os colaboradores do ‘site’ foram informados sobre o procedimento previsto\".\r\nSalientando acompanhar \"muito de perto\" a evolu\u00e7\u00e3o atual da pol\u00edtica comercial, a Bosch diz observar \"os primeiros passos rumo a um di\u00e1logo pol\u00edtico entre as partes envolvidas\" e manter \"a esperan\u00e7a numa solu\u00e7\u00e3o duradoura\".\r\nA Bosch de Braga anunciou a 28 de outubro passado que ia entrar em ‘lay-off’ a partir de novembro e \"at\u00e9 presumivelmente\" abril de 2026, o que afetou 2.500 trabalhadores.\r\nO ‘lay-off’ consiste na redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria dos per\u00edodos normais de trabalho ou suspens\u00e3o dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo, devido a motivos de mercado, motivos estruturais ou tecnol\u00f3gicos ou cat\u00e1strofes ou outras ocorr\u00eancias que tenham afetado gravemente a atividade normal da empresa.\r\nO Governo neerland\u00eas anunciou hoje ter suspendido a interven\u00e7\u00e3o na Nexperia, que permitia bloquear decis\u00f5es da empresa chinesa de semicondutores que amea\u00e7assem a produ\u00e7\u00e3o de ‘chips’ na Europa, para reduzir a tens\u00e3o com a China ap\u00f3s semanas de conflito pol\u00edtico.\r\nNum breve comunicado, o ministro neerland\u00eas dos Assuntos Econ\u00f3micos, Vincent Karremans, explicou que, dados os progressos entre a China e os Pa\u00edses Baixos, este \u00e9 \"o momento adequado para dar um passo construtivo, suspendendo\" a ordem dada ao abrigo da Lei da Disponibilidade de Bens, uma norma de 1952 que foi invocada pela primeira vez em setembro passado.\r\nO Governo neerland\u00eas interveio na empresa no final de setembro, considerando que o diretor chin\u00eas da Nexperia, Zhang Xuezheng, poderia comprometer o abastecimento europeu.\r\nA suspens\u00e3o n\u00e3o anula a interven\u00e7\u00e3o, uma vez que o Governo neerland\u00eas mant\u00e9m a op\u00e7\u00e3o de reativar a medida a qualquer momento se voltar a detetar riscos para a produ\u00e7\u00e3o europeia. \"Assim — acrescenta – a f\u00e1brica da Bosch em Braga consegue produzir sem necessidade de recorrer a um regime de ‘lay-off’ a partir de 24 de novembro de 2025 segunda-feira\".\r\nNo entanto, e \"dependendo da situa\u00e7\u00e3o geral de escassez de componentes e da evolu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica comercial\", a Bosch diz n\u00e3o poder \"excluir, em princ\u00edpio, futuras interrup\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o ou ajustes nos hor\u00e1rios de trabalho\".\r\nSegundo refere, atualmente continuam a registar-se \"perturba\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o e ajustes tempor\u00e1rios nos hor\u00e1rios de trabalho\" nas f\u00e1bricas da Bosch em Ansbach e Salzgitter, ambas situadas na Alemanha.\r\nEm causa est\u00e1 a insufici\u00eancia de componentes eletr\u00f3nicos provenientes da Nexperia, um dos fornecedores de componentes eletr\u00f3nicos do grupo Bosch.\r\nGarantindo estar \"a dar prioridade absoluta a todas as frentes\" para \"manter as suas cadeias de abastecimento e evitar ou minimizar restri\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o\", a empresa diz \"encarar o futuro com confian\u00e7a\", apesar de a situa\u00e7\u00e3o atual continuar \"a colocar desafios significativos\".\r\n\"A decis\u00e3o hoje anunciada reflete o firme compromisso da empresa em proteger o emprego\", enfatiza, referindo que \"os colaboradores do ‘site’ foram informados sobre o procedimento previsto\".\r\nSalientando acompanhar \"muito de perto\" a evolu\u00e7\u00e3o atual da pol\u00edtica comercial, a Bosch diz observar \"os primeiros passos rumo a um di\u00e1logo pol\u00edtico entre as partes envolvidas\" e manter \"a esperan\u00e7a numa solu\u00e7\u00e3o duradoura\".\r\nA Bosch de Braga anunciou a 28 de outubro passado que ia entrar em ‘lay-off’ a partir de novembro e \"at\u00e9 presumivelmente\" abril de 2026, o que afetou 2.500 trabalhadores.\r\nO ‘lay-off’ consiste na redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria dos per\u00edodos normais de trabalho ou suspens\u00e3o dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo, devido a motivos de mercado, motivos estruturais ou tecnol\u00f3gicos ou cat\u00e1strofes ou outras ocorr\u00eancias que tenham afetado gravemente a atividade normal da empresa.\r\nO Governo neerland\u00eas anunciou hoje ter suspendido a interven\u00e7\u00e3o na Nexperia, que permitia bloquear decis\u00f5es da empresa chinesa de semicondutores que amea\u00e7assem a produ\u00e7\u00e3o de ‘chips’ na Europa, para reduzir a tens\u00e3o com a China ap\u00f3s semanas de conflito pol\u00edtico.\r\nNum breve comunicado, o ministro neerland\u00eas dos Assuntos Econ\u00f3micos, Vincent Karremans, explicou que, dados os progressos entre a China e os Pa\u00edses Baixos, este \u00e9 \"o momento adequado para dar um passo construtivo, suspendendo\" a ordem dada ao abrigo da Lei da Disponibilidade de Bens, uma norma de 1952 que foi invocada pela primeira vez em setembro passado.\r\nO Governo neerland\u00eas interveio na empresa no final de setembro, considerando que o diretor chin\u00eas da Nexperia, Zhang Xuezheng, poderia comprometer o abastecimento europeu.\r\nA suspens\u00e3o n\u00e3o anula a interven\u00e7\u00e3o, uma vez que o Governo neerland\u00eas mant\u00e9m a op\u00e7\u00e3o de reativar a medida a qualquer momento se voltar a detetar riscos para a produ\u00e7\u00e3o europeia. \"Com base num fornecimento mais cont\u00ednuo de componentes e nas medidas de mitiga\u00e7\u00e3o implementadas, os contratos de trabalho dos colaboradores afetados voltar\u00e3o a estar plenamente ativos\", avan\u00e7ou a empresa numa nota enviada \u00e0 ag\u00eancia Lusa.\r\n\"Assim — acrescenta – a f\u00e1brica da Bosch em Braga consegue produzir sem necessidade de recorrer a um regime de ‘lay-off’ a partir de 24 de novembro de 2025 segunda-feira\".\r\nNo entanto, e \"dependendo da situa\u00e7\u00e3o geral de escassez de componentes e da evolu\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica comercial\", a Bosch diz n\u00e3o poder \"excluir, em princ\u00edpio, futuras interrup\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o ou ajustes nos hor\u00e1rios de trabalho\".\r\nSegundo refere, atualmente continuam a registar-se \"perturba\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o e ajustes tempor\u00e1rios nos hor\u00e1rios de trabalho\" nas f\u00e1bricas da Bosch em Ansbach e Salzgitter, ambas situadas na Alemanha.\r\nEm causa est\u00e1 a insufici\u00eancia de componentes eletr\u00f3nicos provenientes da Nexperia, um dos fornecedores de componentes eletr\u00f3nicos do grupo Bosch.\r\nGarantindo estar \"a dar prioridade absoluta a todas as frentes\" para \"manter as suas cadeias de abastecimento e evitar ou minimizar restri\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o\", a empresa diz \"encarar o futuro com confian\u00e7a\", apesar de a situa\u00e7\u00e3o atual continuar \"a colocar desafios significativos\".\r\n\"A decis\u00e3o hoje anunciada reflete o firme compromisso da empresa em proteger o emprego\", enfatiza, referindo que \"os colaboradores do ‘site’ foram informados sobre o procedimento previsto\".\r\nSalientando acompanhar \"muito de perto\" a evolu\u00e7\u00e3o atual da pol\u00edtica comercial, a Bosch diz observar \"os primeiros passos rumo a um di\u00e1logo pol\u00edtico entre as partes envolvidas\" e manter \"a esperan\u00e7a numa solu\u00e7\u00e3o duradoura\".\r\nA Bosch de Braga anunciou a 28 de outubro passado que ia entrar em ‘lay-off’ a partir de novembro e \"at\u00e9 presumivelmente\" abril de 2026, o que afetou 2.500 trabalhadores.\r\nO ‘lay-off’ consiste na redu\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria dos per\u00edodos normais de trabalho ou suspens\u00e3o dos contratos de trabalho efetuada por iniciativa das empresas, durante um determinado tempo, devido a motivos de mercado, motivos estruturais ou tecnol\u00f3gicos ou cat\u00e1strofes ou outras ocorr\u00eancias que tenham afetado gravemente a atividade normal da empresa.\r\nO Governo neerland\u00eas anunciou hoje ter suspendido a interven\u00e7\u00e3o na Nexperia, que permitia bloquear decis\u00f5es da empresa chinesa de semicondutores que amea\u00e7assem a produ\u00e7\u00e3o de ‘chips’ na Europa, para reduzir a tens\u00e3o com a China ap\u00f3s semanas de conflito pol\u00edtico.\r\nNum breve comunicado, o ministro neerland\u00eas dos Assuntos Econ\u00f3micos, Vincent Karremans, explicou que, dados os progressos entre a China e os Pa\u00edses Baixos, este \u00e9 \"o momento adequado para dar um passo construtivo, suspendendo\" a ordem dada ao abrigo da Lei da Disponibilidade de Bens, uma norma de 1952 que foi invocada pela primeira vez em setembro passado.\r\nO Governo neerland\u00eas interveio na empresa no final de setembro, considerando que o diretor chin\u00eas da Nexperia, Zhang Xuezheng, poderia comprometer o abastecimento europeu.\r\nA suspens\u00e3o n\u00e3o anula a interven\u00e7\u00e3o, uma vez que o Governo neerland\u00eas mant\u00e9m a op\u00e7\u00e3o de reativar a medida a qualquer momento se voltar a detetar riscos para a produ\u00e7\u00e3o europeia. Importa sublinhar que, durante a aplicação da medida e nos trinta dias subsequentes ao seu termo, a empresa está impedida de cessar contratos dos trabalhadores abrangidos com fundamento em motivos económicos ou estruturais, salvo nos casos legalmente excecionados, como despedimento por facto imputável ao trabalhador ou caducidade de contratos a termo. A unidade de Aveiro é um centro de excelência para o desenvolvimento e produção de soluções de aquecimento de água, incluindo esquentadores e bombas de calor. Quanto à unidade da Bosch em Aveiro, dedicada à produção de soluções de água quente através de esquentadores, caldeiras e bombas de calor, registou um crescimento de 26%, "o maior dos últimos anos", destacando a empresa "aposta na tecnologia de bombas de calor, com o investimento de cinco milhões de euros em instalações de teste para desenvolvimento desta solução e na instalação da nova linha de produção, que deverá arrancar no primeiro semestre de 2023 e que irá criar 300 novos postos de trabalho nesta unidade".
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Para além disso, a previsão é de que as equipas da Bosch em Aveiro continuem a aumentar também no desenvolvimento de software para diferentes áreas do Grupo. A Bosch continua à procura de talentos para reforçar as suas equipas de I&D em Portugal, e para isso volta a dinamizar eventos de recrutamento que vão decorrer entre os dias 02 e 09 de julho nas unidades de Aveiro e Braga. Os quadros afastados, incluindo o então CEO da Bosch Portugal, impugnaram em tribunal a decisão da multinacional, que disse ao Negócios estar “fortemente comprometida” com “uma conduta empresarial ética, independentemente do cargo ou função dos colaboradores envolvidos”. A nota sublinha ainda que “a fábrica da Bosch em Braga consegue produzir sem necessidade de recorrer a um regime de lay-off a partir de 24 de novembro de 2025”.
A previsão é de continuar a investir não apenas na capacidade de produção, “mas também na expansão do portfólio de produtos, nomeadamente com bombas de calor que não são apenas silenciosas e eficientes, mas também económicas”, explica Carlos Ribas. Em Aveiro, “para 2024, as expetativas são cautelosamente positivas, nomeadamente com o aval por parte da casa-mãe para avançar com a instalação da segunda linha de produção de bombas de calor”. Esta transformação terá o seu impacto no portfólio de produtos e, consequentemente, no negócio da unidade em Braga”. Esta estratégia implica uma nova organização no setor empresarial da mobilidade na Bosch a nível global, com a aposta em novas tecnologias e soluções e reforço de algumas tecnologias nas quais já vínhamos a trabalhar. A 31 dezembro de 2023, a empresa contava com pouco mais de sete mil colaboradores em Portugal, “um aumento significativo em relação ao ano anterior (cerca de 8%)” A Bosch mantém-se, segundo dados da empresa, como um dos maiores exportadores do país, com um nível de exportação superior a 97%, a partir de Aveiro, Braga e Ovar, e serviços prestados a partir de Lisboa.
No caso da unidade de Braga, a reorganização da mobilidade na Bosch irá traduzir-se numa transformação do portfólio de produtos, que passará gradualmente dos sistemas de infotainment para soluções como computadores de bordo, câmaras e sensores. Esta transformação terá o seu impacto no portfólio de produtos e, consequentemente, no negócio da unidade em Braga”, explica o responsável da Bosch em Portugal. A 31 dezembro de 2023, a empresa contava com pouco mais de 7.000 colaboradores em Portugal, um aumento significativo em relação ao ano anterior (cerca de 8 por cento). A empresa registou um ligeiro crescimento de 1,7 por cento relativamente ao ano anterior.